Sobre o alucinado ofício do jornalismo
“Pois o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e torná-lo humano por sua confrontação descarnada com a realidade.
Ninguém que não a tenha sofrido pode imaginar essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida.
Ninguém que não a tenha vivido pode conceber, sequer, o que é essa palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo das primícias, a demolição moral do fracasso.
Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderá persistir num ofício tão incompreensível e voraz,cuja obra se acaba depois de cada notícia como se fora para sempre,mas que não permite um instante de paz enquanto não se recomeça com mais ardor do que nunca no minuto seguinte”.
(Gabriel García Márquez)
* O 7 de abril como Dia do Jornalista foi instituído pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) em homenagem ao médico e jornalista João Batista Líbero Badaró, morto em São Paulo, em 22 novembro de 1830, por inimigos políticos. O movimento popular gerado por sua morte levou à abdicação de D. Pedro I, no dia 7 de abril de 1831. Um século depois, em 1931, em homenagem a esse acontecimento, o dia 7 de abril foi instituído como o “Dia do Jornalista”.